R H A M A

conheci salvador

viver salvador foi como viver um sonho, só que mil vezes melhor porque foi real e eu senti.

logo após a primeira quinzena de maio, eu fui à salvador para participar de um congresso da área que estudo e pesquiso. obviamente, já estava muito animada porque salvador sempre foi um sonho. desejava conhecer a cidade mais do que qualquer outro lugar no mundo e queria experienciar a cultura que essa cidade respira diariamente.

cheguei em uma segunda-feira, dia 18/05, ouvindo o piloto desejar uma “boa semana a todos!” enquanto o avião pousava. foi através dessa saudação que percebi que viveria uma semana inteirinha em um novo lugar. eu tava tão empolgada que demorei umas boas horas para ter aquele estalo de realidade, sabe? parecia que eu nem tava ali, embora soubesse que estava. naquela noite, antes de dormir, consegui escrever no meu diário sobre a experiência e disse, numa nota pequena, que “é doido como minha cabeça remove meus sentimentos a ponto de eu quase não sentir nada. [...] de forma geral [...], eu sei que estou feliz”. e felicidade é a palavra que mais resumiu esses 6 dias bem vividos na capital baiana.

pude conhecer lugares novos, me banhar em águas cristalinas e ver peixinhos nadando entre minhas pernas, andar pelo centro histórico, conhecer museus, ouvir samba, comer (muito) acarajé e me sentir, verdadeiramente, em casa. tenho plena consciência que conheci muitos pontos destinados aos turistas (o que não anula a beleza do lugar), mas, através da cultura, pude enxergar um pouquinho do sangue que deu e dá vida à cidade e me permitir estar inteiramente lá. acho que essa foi, de longe, a melhor parte. ser inteira. sem medo. disposta a viver.

provavelmente, se o meu eu do passado não tivesse compreendido a urgência de viver e se permitido sentir novamente, essa viagem teria passado completamente despercebida. mas, graças a todas as experiências que me trouxeram até aqui, eu senti salvador. mais até do que eu imaginei que poderia vir a sentir.

na incompletude da minha vida, eu sei que renasci quando me abri e aceitei (apesar da dor) a vida que se apresentava para mim há um tempo atrás. contudo, vou me utilizar da poética da escrita para afirmar que eu renasci em salvador. renasci várias vezes, mas, principalmente, nos momentos em que meus olhos brilharam em muitas primeiras vezes.

a todos que estiveram comigo nessa viagem, seja de forma presencial ou pelo desejo sincero de uma boa experiência, o meu muito obrigada. e a salvador... eu espero te reencontrar muito em breve.

Farol Pelourinho Farol da Barra Itaparica